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terça-feira, 19 de março de 2013

Vírus contra a dengue?



Capaz de diminuir o número de partículas virais da dengue em células de mosquito, vírus descoberto por pesquisadores de Estados Unidos e Brasil pode ajudar a entender como funciona o ciclo evolutivo da doença.
Por: Mariana Rocha       
Publicado em 20/03/2012 | Atualizado em 26/03/2012

Ao infectar células do mosquito transmissor da dengue, o novo vírus diminui as partículas virais que causam a doença. A descoberta pode ajudar a entender como funcionam os mecanismos envolvidos no ciclo da infecção humana. (imagem: Ricardo Vancini/ JVI)
A descoberta aconteceu por acaso. Na tentativa de saber mais sobre a dengue, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enviaram uma amostra contendo o vírus causador da dengue tipo 2 (DEN-2) para a Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde o biólogo brasileiro Ricardo Vancini faz seu PhD. Após análise em microscopia eletrônica, a atenção da equipe se voltou para a presença de um vírus nunca antes descrito e que pode elucidar questões importantes sobre o ciclo evolutivo da doença.
“Inicialmente, pensamos que era uma nova cepa do vírus da dengue, mas logo percebemos que sua morfologia era muito diferente do DEN-2”, diz Davis Ferreira, virologista do Instituto de Microbiologia da UFRJ e um dos autores do estudo que ganhou a capa da edição de março do Journal of Virology.
Além de ser estruturalmente distante do vírus da dengue, a caracterização do genoma do Espírito Santo Vírus (ESV) – homenagem ao estado de origem da amostra em que foi encontrado – confirmou a presença de um exemplar nunca antes descrito. Aparentemente, seu material genético apresenta organização similar à da família dos birnavírus, a qual abriga uma espécie que infecta moscas do gênero Drosophila.
Para entender os mecanismos de infecção do novo vírus, os cientistas inocularam partículas do ESV em cultura de células da larva do Aedes albopictus, mosquito que, assim como com seu parente mais conhecido Aedes aegypti, transmite a dengue. O ESV, da mesma forma que o DEN-2, mostrou-se capaz de infectar as células do inseto e esse experimento originou um dos pontos cruciais da pesquisa: a relação direta do ESV com o vírus da dengue tipo 2.

Expectativas e preocupações
Durante a infecção das células, os pesquisadores perceberam que o ESV possui maior sucesso na sua replicação quando invade células infectadas pelo DEN-2. Quando já está usufruindo dos mecanismos celulares para se multiplicar, o ESV impede a montagem das partículas de DEN-2, diminuindo a quantidade desse vírus dentro da célula.
A descoberta de um vírus que elimina a dengue ainda dentro do vetor pode se tornar uma grande aliada da ciência
Como o controle do mosquito transmissor da dengue tem se tornado cada vez mais difícil em função de sua resistência a diversos inseticidas, a descoberta de um vírus que elimina a dengue ainda dentro do vetor pode se tornar uma grande aliada da ciência.
No entanto, muitas questões ainda rondam a descoberta, pois não se sabe se o ESV pode ser responsável por algum dos sintomas atribuídos ao vírus da dengue durante a infecção. Por isso, é importante entender como o ESV e o vírus da dengue interagem. 
Segundo Ferreira, a melhor compreensão dessa interação pode ajudar também nos estudos da febre amarela, já que os mosquitos A. aegypti e A. albopictus também são vetores do vírus causador da doença.

A microscopia eletrônica permite identificar as diferenças entre o vírus da dengue (à esq.) e o Espírito Santo Vírus (à dir.). Apesar de ambos apresentarem geometria semelhante a uma bola de futebol, o ESV é mais estável e sua estrutura é mais visível que a do vírus da dengue. (imagem: Ricardo Vancini)
Por outro lado, o estudo gerou preocupações e perguntas cujas respostas já estão sendo pesquisadas. Após encontrar o Espírito Santo Vírus, os cientistas questionaram a possível presença de outros vírus em amostras que, teoricamente, só continham o da dengue. “Esse tipo de coinfecção pode dificultar o estudo de proteínas para a criação de vacinas contra a doença, além de prejudicar a interpretação do diagnóstico”, explica Ferreira.


Mariana Rocha
Ciência Hoje On-line


Acesso em 27/03/12

quinta-feira, 7 de março de 2013

Guia de elaboração e revisão de múltipla escolha- PAAE

Professor(a),

O Guia de Elaboração e Revisão de Questões de Múltipla Escolha tem como principal objetivo orientar professores na construção de instrumentos para a avaliação da aprendizagem escolar, ou seja, a avaliação daquelas aprendizagens pelas quais a escola é responsável. 
Espero que este material contribua com o seu trabalho.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ponto Ciência

O portal ponto ciência é uma iniciativa pioneira na criação de uma comunidade virtual de professores, alunos e entusiastas da ciência. Nele você vai encontrar instruções passo-a-passo, com fotos e vídeos, de experimentos de Química, Física e Biologia. A ciência por trás dos fenômenos é explicada em uma linguagem simples e com grande cuidado e precisão nas informações fornecidas. O portal é um ponto de encontro onde pessoas podem discutir a criação e utilização de experimentos no ensino e na divulgação da ciência. (Fonte: http://pontociencia.org.br/)

Professor, para fazer o seu cadastro clique na imagem abaixo. 


Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

Inscrições para Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica podem ser feitas até 13 de março 


Provas serão aplicadas no dia 10 de maio 
Estão abertas até o dia 13 de março as inscrições para a 16ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Poderão participar da competição estudantes dos ensinos fundamental e médio de escolas cadastradas na Olimpíada. O cadastro dos alunos deve ser feito no site da Olimpíada pelo professor que aplicará a prova. Os testes serão aplicados no dia 10 de maio.
A OBA é dividida em quatro níveis: o primeiro deles é voltado para alunos matriculados no 1º ao 3º ano do ensino fundamental, o segundo é destinado aos estudantes matriculados no 4º ao 5º ano. Já do terceiro nível participam alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Do último nível podem participar estudantes de qualquer ano do ensino médio.

Fonte: SEE-MG

Avaliação- Prêmio ou Punição


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=6rHvpwKOpQg

Caderno de Boas Práticas

Professor,

Está disponível no CRV os Cadernos de Boas Práticas  dos Anos Finais do Ensino Fundamental.

Clique na imagem abaixo e acesse o site.